quinta-feira, 22 de junho de 2017

TRANSTORNANDO O CALVINISMO

      A doutrina Calvinista é a mais bela expressão do ensino bíblico transmitida a nós pelo seu maior representante - João Calvino. É claro,  a de se orientar os desavisados: não somos seguidores de Calvino simplesmente pelo fato de crer na doutrina calvinista. A bem da verdade, João Calvino nunca desejou, insinuou ou deu instruções a seus discípulos no sentido de que fosse elaborada uma doutrina que levasse o seu nome. A doutrina calvinista nada mais é do que a doutrina bíblica esmiuçada em seus mínimos detalhes, aprofundada e trazida à luz pelo Espírito Santo. O problema com a doutrina calvinista não está na própria doutrina em si, mas com os que se excedem ao utilizá-la de forma inapropriada. Muitos cristãos reformados, e não são poucos, beiram ao extremo do fanatismo religioso que vem disfarçado com a nomenclatura de calvinismo. Acreditam firmemente que são os únicos verdadeiros cristãos sobre a terra; gabam-se de seus cultos monótonos e repletos de formalidades; querem transformar suas igrejas do presente século na imagem e semelhança das igrejas do século XVI; zombam, ridicularizam e, em certos casos, até mesmo humilham quem não segue seus preceitos e costumes. São mestres em pregar contra igrejas, contra posicionamentos contrários aos seus, contra costumes, contra pastores e líderes de outras denominações ao invés de  preocuparem-se em anunciar a mensagem do Evangelho da graça aos pecadores. Gostam de citar em público o que outros homens, geralmente pastores, escritores, filósofos etc., disseram ou escreveram, somente para serem vistos e aplaudidos pelos homens por sua suposta sabedoria. Amam falar em linguagem erudita e de difícil assimilação não se importando com os irmãos menos alfabetizados da igreja. Quanto mais intelectual parecer aos olhos dos homens, mais difícil eles querem falar. 
      Julgam e condenam as igrejas de linha Néo e Pentecostais acusando-os de heresias, distorções e fanatismo. É verdade que não podemos deixar de apontar, a luz das Escrituras Sagradas, exageros por parte de líderes religiosos e suas igrejas. O problema não é refutar falsos ensinos, mas refutá-los estando em mesmo pé de igualdade, ou seja, de um lado fanatismo religioso alimentado pela ideia de um falso evangelho e, por outro, fanatismo religioso alimentado pela falsa ideia de superioridade arrogante e profunda religiosidade em tudo o que se faz. O cristianismo puro e simples não pode ser representado, precisa ser vivido. Se você quer fazer a vontade de Deus, não critique outros evangélicos só porque não creem como você. Cada um dará conta de si mesmo à Deus. Devemos nos preocupar apenas, em anunciar Cristo ao pecadores. Não podemos perder o foco. Tem gente que confunde pregação do Evangelho com o falar mal da fé alheia. Pregar o Evangelho é crer que Deus transformará vidas independente daquilo que penso ou quero. Ao invés de declarar ao mundo que pertencemos a esta ou aquela igreja, deveríamos declarar ao mundo que pertencemos a Cristo, não a um seguimento evangélico. O problema com o evangelho de hoje é que a maioria dos crentes estão mais preocupados em levar pessoas à igreja do que levá-las à Cristo. Enquanto estivermos mais preocupados em debater "Teologia acadêmica" e não "Teologia Bíblica", Jesus não será proclamado. O povo precisa de uma mensagem simples que toque o coração e não simplesmente a que promova vaidade.
      Por fim, infelizmente, a doutrina calvinista que deveria ser uma boa influência na igreja tem se tornado uma religião vazia, destituída da simplicidade do Evangelho. A culpa disso, é o fato do surgimento de uma leva de novos calvinistas que cauterizaram suas mentes e corações transtornando e transformando a doutrina bíblica da graça em mera religião partidária. Que Deus nos livre deste fanatismo exacerbado!

domingo, 30 de abril de 2017

MOTIVADO PELAS PERSEGUIÇÕES

"Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai [...]; pois assim perseguiram aos profetas que vieram antes de vós" (Mateus 5.9).
Jesus sabia que depois de sua partida seus discípulos sofreriam grandes perseguições por causa da fé em seu nome. No Monte das Oliveiras Jesus orienta seus discípulos dizendo que essas coisas haveriam de acontecer, mas surpreendentemente Ele declara que são felizez os que sofrem por amor a Ele. O que chama a atenção é a causa do sofrimento mencionado por Jesus: "injúrias, perseguições e mentiras". Esta tríade de causalidades é o combustível que deve inflamar a alma do crente, não para um sentimento de ódio ou vingança, mas para uma vida de completa alegria na presença do Pai.
A moral do que Jesus ensina, é que se de fato andamos de conformidade a Sua vontade, e o amamos acima de qualquer outro bem, e vivenciamos e praticamos diariamente uma vida de justiça e retidão diante da Sua presença, então, seremos tidos por Ele como Bem-aventurados, pois nada e ninguém poderá usurpar nossa alegria no Senhor... Nem injúrias, nem perseguições ou qualquer mentira que disserem contra nós.
O parâmetro apontado por Jesus e que nos serve de consolo, principalmente quando somos alvos de mentes e corações perturbados desprovidos de Deus é o fato de que não estamos sozinhos nessa, "pois assim perseguiram aos profetas que vieram antes de vós". Portanto, alegremo-nos pelo fato de sofrermos por causa da verdade!

Em Cristo,
Pastor Gilberto de Souza

segunda-feira, 24 de abril de 2017

TATUAGEM E PIERCINGS - ENTENDENDO OS PORQUÊS

      A Bíblia revela que o homem foi criado perfeito à imagem e semelhança do criador. O homem foi criado sem pecado, com uma natureza e inteligência, vontade, autodeterminação e responsabilidade moral diante de Deus. Isso implica dizer que o homem era totalmente perfeito ou perfeito na sua totalidade. Com o pecado de desobediência cometido por Adão em oposição à vontade revelada e a Palavra de Deus, o homem perdeu a inocência, tornou-se passível da pena de morte espiritual e física, colocou-se sob a ira de Deus e ficou inerentemente corrompido e absolutamente incapaz de escolher ou realizar o que é aceitável a Deus sem a graça divina. A natureza corrompida pelo pecado de Adão foi transmitida a todos os seres humanos de todas as eras. Todas as pessoas são pecadoras por natureza, por escolha e por declaração divina. Após a queda, os pensamentos, desejos e vontades do homem se tornaram contrários a tudo que se relacionava com Deus. Por causa dessa nova natureza o homem entrou em um estado de rebeldia contra Deus. Com a queda houve uma inversão de valores. Por isso o desejo do homem agora é afastar-se imediatamente de quem um dia ele foi - à imagem e semelhança de Deus no seu mais perfeito estado. Quando a Bíblia ensina que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança não se refere a uma imagem física. A imagem de Deus na humanidade, que surgiu no ato criador de Deus, consiste em: (1) existência do homem como uma “alma” ou “espírito”, isto é, como ser pessoal e autoconsciente, com capacidade semelhante à de Deus para conhecer, pensar e agir; (2) ser uma criatura moralmente correta – qualidade perdida na queda, porém agora progressivamente restaurada em Cristo; (3) domínio sobre o meio ambiente; (4) ser o corpo humano o meio através do qual experimentamos a realidade, nos expressamos e exercemos domínio e (5) na capacidade que Deus nos deu para usufruir a vida eterna. Estruturalmente, conservamos essa imagem no sentido de permanecermos seres humanos, mas não funcionalmente, por sermos agora escravos do pecado, incapazes de usar nossos poderes para escolher a santidade de Deus. A regeneração começa em nossa vida o processo de restauração da imagem moral de Deus. Enquanto não formos inteiramente santificados e glorificados, não podemos refletir de modo perfeito, a imagem de Deus em nossos pensamentos e ações. É por isso que práticas como marcar o corpo, não importa o motivo, é um ato de rebeldia contra Deus.

      Não podemos ignorar que a vontade moral do ser humano é má, isto é, a natureza do homem é corrompida e seus desejos morais deturpados. Não estou questionando a capacidade dos seres humanos à prática de boas obras; até o maior criminoso do mundo é capaz de praticar coisas boas e honestas – A questão não é esta, a Bíblia ensina que o homem é moralmente mau. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração.” (Gn 6.5) – “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem maus desígnios [...] Ora, todos estes males vem de dentro e contaminam o homem.” (Mc 7.21) – Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24) – “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo”. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”. (Rm 7.18-20) E é por isso, e não por outro motivo, que o homem desonra o seu próprio corpo sem se aperceber que ele está profanando o templo de Deus.

      Introduzir objetos e adornos no corpo é um costume que vem desde civilizações muito antigas – Mesopotâmia, Egito, Pérsia, Grécia, Índia, Nepal, Malásia, Tailândia, Maia, Asteca etc. A origem da tatuagem e piercings está ligada a ritos de passagem e costumes de muitas civilizações antigas e possuem diferentes significados de acordo com cada época e cultura. O Body Modification, por exemplo, é a prática de fazer modificações no corpo; é qualquer modificação feita no corpo, permanente ou temporária, desde a colocação de piercings até as modificações mais bizarras. A prática de fazer modificações no corpo tem atraído a muitos, principalmente jovens e adolescentes. Aplicações com ferro quente, desenhos feitos com bisturi, implantes, bifurcação da língua, a variedade é grande. Muitas pessoas diriam que o corpo é um templo sagrado; embora o homem sempre tenha usado o corpo para se diferenciar e se identificar, alguns ousam transformá-lo com operações e técnicas dolorosas e extremas que seriam consideradas tabu por muitos. Até que ponto alguém é capaz de chegar para marcar essa diferença? A transformação corporal sempre fez parte de rituais culturais próprios de cada civilização. Entretanto no mundo moderno estão se tornando moda. Homens e mulheres desafiam normas transformando a aparência para diferenciar-se dos demais mesmo conscientes que em alguns casos estas mudanças são irreversíveis. A transformação corporal ressuscita raízes primitivas e estão se tornando muito comuns nos dias de hoje. 

      Um pouco menos radical e bem mais comum entre a galera, à onda agora é o uso do piercing. A popularização de tais práticas nos grandes centros urbanos advém dos anos 70, com os punks na Inglaterra e o movimento gay nos EUA. A moda chegou ao Brasil com força total na década de 80, primeiramente entre as tribos do Underground e culturas alternativas, se disseminando entre artistas e roqueiros, espalhando-se depois entre as mais diversas camadas sociais tornando-se um símbolo pop. Piercings e tatuagens são frequentemente relacionados a atitudes de agressividade e revolta, com uma conotação de rompimento com os pais, o núcleo familiar e a sociedade vigente. Uma maneira de externar descontentamento e o desejo de uma vida alternativa, marginal, contrária à ordem estabelecida. De modo geral, em nossa sociedade a grande maioria dos adeptos de tais práticas, o faz por motivos estéticos ou culturais. Alguns os querem como adorno por ser simplesmente bonito e ideológico; outros encaram como uma expressão de princípios e valores pessoais, e há também quem os veja como uma espécie de fetiche. Lembre-se: “O motivo não muda o significado. Qual o verdadeiro significado de tais práticas? - Rebelião contra Deus.”

      Em meio a tanta controvérsia, voltemos nossa atenção para a seguinte pergunta, “é pecado o cristão usar tatuagens e piercings?” Sendo a Bíblia nossa regra de fé, prática e conduta, vamos buscar nas Escrituras Sagradas, esta resposta. O que a Bíblia diz? O que ela nos ensina sobre o assunto? Apesar de muitas pessoas afirmarem categoricamente que a Bíblia não fala do assunto a não ser por alguns versículos isolados e, outros, que este tema não é tratado por Deus em lugar algum das Escrituras Sagradas, encontramos sim, nas Escrituras, base para um estudo até detalhado do assunto. Não é o fato de não constar na Bíblia os nomes “Tatuagem” e “Piercing” que a Bíblia não trata destes assuntos. Não encontramos, por exemplo, o termo “Trindade” e mesmo assim vemos claramente a manifestação da trindade nas Escrituras. Outra palavra que não encontramos na Bíblia é avô, mas mesmo assim, sabemos que haviam avôs na Bíblia – Abraão foi avô de Jacó. Da mesma forma não existem as palavras “Milênio, ascensão, encarnação etc.,” mas a ideia delas está lá.

      É muito comum ouvir dos adeptos e praticantes de tatuagens e piercings algumas desculpas para justificar o que eles fazem. Por exemplo: “Deus vê ou quer somente o coração”, “Minha vida espiritual não vai mudar por causa disso”, “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” e a lista de justificativas é longa. Vamos verificar algumas destas justificativas. Começando pela que mais tem sido usada: 

      O México viu nascer importantes civilizações como os Maias, Astecas e Zapotecas que implementavam inumerosas técnicas de transformação corporal, entre elas a tatuagem e as perfurações. Infelizmente hoje em dia estas práticas estão ressurgindo como moda. É claro, que para muitos o mundo da tatuagem vai além de um simples modismo, pode ser uma paixão, uma maneira de expressar sentimentos ou uma forma de ganhar a vida. Seja por modismo, por trabalho ou por rebeldia, algumas pessoas fazem coisas inconcebíveis para parecer diferentes diante dos demais. De acordo com o Hospital Italiano de Buenos Aires, estudos têm revelado que quase 26% das pessoas se arrependem de ter realizado uma transformação corporal. Algumas transformações corporais são irreversíveis - o corpo sempre vai sofrer as consequências.

      Existem alguns argumentos que são usados pelos adeptos da prática da tatuagem e do piercing para tentar justificar o seu uso. Eu quero abordar pelo menos cinco deles: (1) Desejo próprio - usam a famosa frase: “eu fiz porque senti vontade.” Entretanto, não existe reação sem causa, isto é, alguma coisa o motivou a querer se tatuar ou usar piercing ou mesmo marcar de alguma forma o seu corpo. Pode ter sido a moda, a vaidade, uma maneira de demonstrar sentimentos ou qualquer outra coisa, menos desejo próprio. A vontade é a causa imediata de todas as ações. É a faculdade de escolha. Em cada ato da vontade existe uma preferência. Quando não há preferência (mas indiferença), então não pode haver volição. Querer é escolher, e escolher é decidir entre alternativas. Mas há algo que influencia a escolha, algo que determina a decisão. Se “algo” induz a vontade a fazer uma escolha, então esse “algo” tem de ser o agente causal. Quando a vontade “escolhe”, ela leva em conta certas condições e influências. Sempre há algo que leva a vontade a fazer uma escolha. Não existe vontade sem causa. (2) Rebelião – geralmente dizem: “ninguém manda em mim, eu sou dono do meu próprio nariz e faço o que bem entendo. Não devo nada a ninguém.” (3) Religião: são geralmente práticas de escarnificação ou mudança visual do corpo através de tatuagens, piercings, incisões, com o objetivo de alcançar um nível superior de espiritualidade ou simplesmente manter contato com entidades evoluídas e seres supremos. (4) Modismo – são os “Marias” vão com as outras. Fazem porque todo mundo faz, está na moda. (5) Tribos (grupo X) – fazem porque querem pertencer a alguma guangue, ou a algum grupo seleto que se destaca dos demais como os panks, os nazistas, os emos, os ripies etc. Para pertencer ou ser identificado como integrante de um destes grupos, é preciso usar algum tipo de marca característica que varia desde tatuagens, piercings até os mais bizarros atos de escarnificações e incisões no corpo.

1) “DEUS VÊ OU QUER SOMENTE O CORAÇÃO”

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16.7). (este versículo é sempre citado fora do contexto por aqueles que querem justificar seu pecado)

      Esta passagem fala da unção que Davi recebeu de Samuel como confirmação de seu chamado para se tornar rei. Samuel faz uma visita ao pai de Davi e encontra um dos irmãos de Davi chamado “Eliabe”. Samuel fitou os olhos no moço e julgou ter encontrado o escolhido de Deus para ocupar o trono: “Certamente está perante o Senhor o seu ungido” (v.7) Repare que Samuel está olhando para a aparência do moço (seu porte físico, sua beleza exterior), mas Deus diz a Samuel: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei”. Deus rejeitou Eliabe apesar de sua aparência, isto é, Deus não estava interessado em boa aparência, mas em tornar rei aquele a quem Ele havia escolhido. Samuel olhava a aparência exterior daquele jovem pensando que por causa disso Deus o havia escolhido para ser rei, mas é exatamente por causa desse julgamento precipitado da parte de Samuel que Deus o repreende dizendo: “porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração.” O senhor não está interessado em você por conta de sua "aparência exterior", mas Ele está interessado em um coração obediente. O homem jamais pode confiar em seu coração a não ser que ele tenha sido transformado por Cristo: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Aqueles que usam o argumento de que “Deus só quer o coração”, deveriam ler Jeremias 17.9. Se Deus só quer o coração, então podemos adulterar, roubar, mentir, enganar porque é isso que um coração sem Deus deseja. Deus é quem muda o coração (conversão) e esse coração mudado por Ele é o coração que o Senhor vê e aprova. (Hb 8.10; 10.16; Fl 4.7; Ef 1.18; Gl 4.6; Pv 2.10)

2) "SOU DONO DO MEU PRÓPRIO CORPO"

      Somos realmente donos do nosso próprio corpo e, portanto podemos fazer o que bem entendermos dele? Vejamos o que diz a Palavra de Deus:“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Co 6.19; conf. 3.16,17; II co 6.16)

      A Escritura sagrada revela que o nosso corpo é o “santuário”, ou casa, ou morada do Espírito Santo e, portanto, habitação do próprio Deus. O nosso corpo vem da parte de Deus, isto é, feito por Ele, dado a nós por Ele, pertencente a Ele. A Palavra categoricamente afirma que “não somos de nós mesmos”, ou seja, o corpo que temos não nos pertence, pertence a Deus. Um dia prestaremos contas do que fizemos ou estamos fazendo com o corpo que nos foi emprestado. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito Santo de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (ICo 3.16,17). Se o nosso corpo que é sagrado e santuário de Deus for destruído, Deus nos julgará no final dos tempos.      A ordem de Deus é Influenciar ao invés de ser influenciado. O texto de ICo 6.12 alerta: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm.” Este versículo quer dizer que nem tudo o que eu posso e quero fazer, eu devo fazer. O jovem cristão que imita estas práticas por achar bonito, diferente, ou seja lá o motivo que tiver, deve prestar atenção na vontade de Deus. Deus não quer que seus seguidores imitem o mundo e suas práticas. Os crentes devem influenciar a sociedade e não ser influenciados por ela: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (IICo 6.14,15). 

3) "ESTOU TATUANDO APENAS SÍMBOLOS CRISTÃOS"
      Você que é um jovem cristão e quer se tatuar com a justificativa de marcar em seu corpo apenas símbolos cristãos, deve ponderar demoradamente sobre o seguinte: não é este o tipo de demonstração pública que Deus quer de seus seguidores. Você não precisa marcar seu corpo para exteriorizar o evangelho ou mostrar que você pertence a Deus. Esta prática não é prova de fidelidade a Deus. Os verdadeiros adoradores são aqueles que testificam sua fé na obediência e através do exemplo de vida. Portanto, você não demonstra que pertence a Deus apenas pelo fato de marcar em seu corpo símbolos cristãos, mas quando você pratica e vive a Palavra de Deus.

      O jovem cristão que pensa em se utilizar de algum tipo de adorno que transforme permanentemente ou não o seu corpo, precisa antes de tomar qualquer posição, ponderar séria e demoradamente sobre algumas questões que poderão ajuda-lo em sua decisão. Vamos a elas:

1. Por que quero fazer isso no meu corpo? “…quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para glória de Deus.” (I Co 10:31)

2. Esta decisão viola de alguma maneira a autoridade dos seus pais, líderes espirituais ou governo? “Aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu” (Rm 13.2)

3. Vai causar algum tipo de mal ao meu corpo“O homem bom cuida bem de si mesmo, mas o cruel prejudica o seu corpo.” (Pv 11:27)

4. Vai deformar de alguma forma a minha dignidade humana? “Vivam de maneira digna da vocação que receberam.” Ef 4:1

5. Apresenta alguma aparência do mal? “Fujam da aparência do mal.” (I Ts 5:22)

6. A natureza da prática dá lugar à carne, envolve magia, ocultismo, idolatria, desobediência, exploração ou malignidade? “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus” (Cl 3.17)

7. Trará edificação ou a glória de Deus? “Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.” (1 Co 6.20)

Em Cristo,

Pastor Gilberto de Souza





sábado, 10 de dezembro de 2016

AS DUAS FACES DO FRACASSO

      Do que você tem medo, de fracassar tentado ou de fracassar sem ter tentado? Muitas pessoas sentem-se incapazes de realizar seus sonhos, o medo de iniciar um projeto e ficar pelo meio do caminho é demasiadamente perturbador, fora isso, é insustentável a ideia do escarnio e da humilhação decorrente do fracasso.

      É natural o medo daquilo que não conhecemos. Muitas vezes queremos realmente partir para uma decisão definitiva, mas o medo nos trava e nos impede de realizar nosso objetivo. Este medo, produz em nós um sentimento de incapacidade que neutraliza nossa ação. Se nos sentimos incapazes de realizar qualquer coisa possível, jamais conseguiremos alcançar sucesso no que fazemos - acabaremos fracassando sempre.

      O medo tira de nós a capacidade de raciocínio e ação. Há pessoas que começam bem aquilo que se propuseram a fazer, mas no meio do caminho acabam por desanimar e desistir. Alguém se propõe a fazer aulas de música, por exemplo. Inicia bem, mas acaba se entregando ao desânimo e por fim desiste. Outro quer praticar esporte. Inicia com muita vontade e empolgação, mas também logo desanima e desiste. Alguém poderia dizer: "mas isso não tem nada a ver com medo e sim com desânimo", concordo em parte, o desânimo surge exatamente quando o medo de não conseguir ser eficiente naquilo que faz aparece.

      Ademais, muitos preferem nem tentar por receio das palavras maliciosas e pejorativas vinda de pessoas sem noção. Você encontra este tipo de se humano em qualquer lugar; entre os amigos, entre os familiares, entre os colegas de trabalho e faculdade e, entre outros. As palavras que mais machucam são aquelas proferidas pelos entes queridos. Palavras do tipo: "não adianta nem tentar que não vai dar certo", "você é burro demais pra conseguir isso", "se você tentar de novo, vai desistir como da última vez", etc. Palavras machucam mais do que agressão física.

      Apesar do medo, podemos confiar que independente dos fracassos: "O Senhor sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados" (Sl 145.14). Aqui, Deus mostra-se compassivo para com os fracos e restaura os que erram. O amor de Deus em contraste com o medo, nos torna corajosos e destemidos para enfrentar os obstáculos: "No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo; aquele que teme não é aperfeiçoado no amor" (1Jo 4.18). Não se preocupe com palavras mal ditas. Jesus disse: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo" (Mt 12.36). Por fim, você só será capaz de realizar seus sonhos se Jesus fizer parte deles. Lembre-se: "fracassos são degraus que subimos para alcançar objetivos maiores na vida".

Em Cristo,
Pastor Gilberto de Souza

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

DECEPÇÕES

      Devemos ter cuidado com as expectativas que criamos, pois a tendência das pessoas é o egocentrismo, as coisas nem sempre acontecem do jeito que planejamos e, além do mais, a frustração de não ter chegado ao objetivo desejado é esmagador.

      O Apóstolo Paulo declara-nos o seguinte: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos..." (2Tm 3.1,2 - RC). Cada vez mais o ser humano parece distante da realidade relacional; do prazer em dialogar face a face com o próximo, de interagir, de comunicar-se com outras pessoas através da interação e integração social. O homem tornou-se alienado do mundo e, consequentemente alienado de Deus, da família, dos amigos e de tudo ao seu redor. Isso porque vivemos em uma sociedade altamente egocêntrica.

      Além disso, nos enganamos ao pensar que o mundo gira ao nosso redor. Esquecemo-nos que existe uma série de fatores externos que podem contribuir para que aquelas férias desejadas não aconteçam, aquele casamento tão sonhado não dê certo, aquela promoção na empresa não saia ou aquele sonho de se tornar dono do próprio negócio não se realize.

      Outra coisa, não crie expectativas para não se decepcionar. O sentimento de fracasso é infinitamente maior quando não admitimos a possibilidade de não conseguir. O importante é continuar tentando - Não desista! Não se deixe abater com palavras desanimadoras de quem não tem o que fazer a não ser criticá-lo pelas suas tentativas. É importante saber que nem tudo o que desejamos na vida pode, como em um passe de mágica, ser alcançado se Deus não quiser; mesmo tendo força de vontade e empregando esforço para isso.

      Em virtude do que já mencionamos, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de Deus. Tornou-se amante de si mesmo e incapaz de mudar por si só sua própria realidade de vida. Ao tornar-se egocêntrico, quis tornar-se um deus, alguém que acredita piamente em um mundo que gira em torno de si mesmo e tudo o que deseja pode ser realizado. Infelizmente, essa atitude de superioridade o faz desabar quando seu castelo de areia se desfaz em meio aos sonhos e desejos que possivelmente nunca irão se concretizar. A solução para isso? Humildade para reconhecer seus próprios limites, sua própria incapacidade e sua desesperada necessidade de comunhão com Deus e com os outros.

Em Cristo,
Pastor Gilberto de Souza

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PERDOAR SIM, COMPACTUAR NÃO

      Vamos falar sobre relacionamento entre irmãos de fé. Parece incomum tratar um assunto como este tendo em vista a comunhão e a união característica dos salvos em Cristo Jesus. Sim, é verdade, fomos salvos por Cristo, e isso não nos isenta de humanidade. Uma humanidade, diga-se de passagem, cheia de defeitos grosseiros. As Escrituras ensinam a existência de somente duas classes ou categorias de homens - regenerados e não-regenerados, convertidos e não-convertidos, aqueles que estão em Cristo e aqueles que estão alienados de Cristo.  Quando lemos em Gálatas 5.17 sobre as obras da carne, encontramos o seguinte dizer: "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer". Na Bíblia existe exemplos de quedas sérias e de carnalidade nas vidas de crentes verdadeiros. Por isso encontramos as advertências e as promessas de juízo temporal e de castigo, da parte de nosso Pai celeste. Contudo, não devemos julgar precipitadamente as atitudes de um cristão imaturo. É óbvio, independente do motivo, pecado é pecado e precisa ser combatido e repudiado por nós crentes maduros. A imaturidade de um cristão não pode e não deve servir de desculpa para a prática do erro.

      Um cristão verdadeiro pode nos decepcionar? Em primeiro lugar, todos os cristãos verdadeiros estão sujeitos a pecar: "Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia" (1Co 10.12); em segundo, temos um advogado junto ao Pai (Jesus): "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1Jo 2.1); terceiro: "Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu" (1Jo 3.6). Alguém certa vez disse: "Errar é humano, mas perdoar é divino". Isso não significa que aqueles que foram perdoados tem nossa permissão para continuar em erro; pelo contrário, os erros devem ser uma motivação para mudanças.

      O que fazer quando um irmão peca contra nós? O Apóstolo Paulo nos orienta desta maneira: "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. "Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós" (Cl 3.12,13). O perdão verdadeiro só é possível com a ajuda de Deus. Se você diz que perdoou, mas quando pensa no ocorrido isso ainda te machuca, é porque você não perdoou de fato. Perdão é lembrar da afronta e mesmo assim estar em paz consigo mesmo.

      Quando você perdoa, não é obrigado a conviver ou compactuar com o erro de um irmão que não quer se arrepender. Mas deve repreende-lo para que se arrependa: "Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado" (Lv 19.17). Não podemos ser coniventes com o pecado de um irmão: "Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado" (Gl 6.1). Você não é obrigado caminhar quantas milhas forem necessárias com alguém que não quer mudar: "Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16.17). O Apóstolo Paulo, ainda orienta: Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais" (1Co 5.11). A despeito de todos os versículos estudados aqui, ainda é comumente aceitar a orientação de Jesus Cristo: "Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano" (Mt 18.15-17).

Em Cristo
Pastor Gilberto de Souza

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO

      Como é bom quando tudo vai bem. Infelizmente esta não é uma realidade eterna para nós aqui. O ser humano precisa aprender a conviver com os altos e baixos que podem surgir a qualquer momento sem aviso prévio. É bom ter saúde, dinheiro a vontade, conquistar sonhos, alcançar metas e tantas outras coisas que nos dão prazer e alegram nossa alma, mas também, temos que conviver com a realidade do sofrimento, das doenças, da falta do dinheiro, das frustrações e decepções que também fazem parte do nosso viver cotidiano. Quantas vezes temos que nos enclausurar e até mesmo nos afastar dos outros para poder chorar e gemer as escondidas? Afinal de contas, não queremos que ninguém nos veja sofrer.

      O pior sofrimento portanto, não advém das batalhas que vez por outra nos encontram nos campos da despreocupação e do despreparo - pobres ingênuos que somos, temos a leve e momentânea impressão de que as coisas ruins só acontecem aos outros. Quanta imaturidade. O pior sofrimento sem dúvida é o sentimento de abandono. Quem nunca sentiu tal vazio que não o considere o maior dos vilões, ou quem é capaz de fujir sorrateiro das garras deste destino? Como descrever tal dor? Não há linguagem nem palavras que nos cheguem aos lábios para, pelo menos, aliviar tamanho tormento. A alma seca, o chão desaparece sob nossos pés, o vazio dentro de nós parece ter o tamanho do universo, nem mesmo um gemido tímido pode ser ouvido ou sussurrado para nosso alívio. Nada mais faz sentido, nada mais tem valor.

      Nem mesmo o melhor psicólogo do mundo seria capaz de aplacar a violenta noção de morte que nos rodeia. O que ele poderia fazer apenas, seria tratar o problema superficialmente, nos orientando a pensar positivo, a continuar em frente sem olhar atrás e coisas dessa natureza. Mas nada disso seria suficiente para nos curar verdadeiramente. Só Deus tem este poder. Ninguém melhor do que Aquele que nos criou a sua imagem e semelhança, para nos conhecer tão bem. Ele diz a Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações" (Jr 1.5). João diz que Jesus: "... não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana" (Jo 2.25).

     Deus conhece o nosso sofrer, e a despeito de parecer que estamos sozinhos, Ele nunca nos desampara ou abandona: "Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti" (Is 43.2). Ele não está dizendo que vai ser fácil e que nos livrará de passar pelas águas, pelos rios e pelo fogo, pelo contrário, enfrentaremos dificuldades, mas a promessa que perdura para sempre é a de que Ele estará conosco (serei contigo). Isto significa dizer que ... "Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que o possais suportar" (1Co 10.13).

      O Senhor nunca permite o sofrimento porque tem prazer na dor de seus filhos, mas permite para um propósito maior que o nosso próprio entendimento não pode alcançar, ou seja, podemos não estar entendendo agora, mas com certeza o entenderemos mais tarde. Por isso são sábias as palavras de Paulo quando diz: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós [...] Quem no separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? [...] Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor" (Rm 8.18,35,37-39). Diante destas palavras - a que se resume nosso sofrimento? Consolemo-nos diante daquele que permanece continuamente conosco, mesmo quando não o podemos sentir nem perceber. Lembre-se, você não está sozinho!

Em Cristo
Pastor Gilberto de Souza
      

CUIDADO PARA NÃO FANATIZAR SUA FÉ


    Você deve estar se perguntando: "este tema tem alguma coisa a ver com a fé radical islâmica"? Na verdade não, muito pelo contrário. Antes de mais nada, faz-se necessário ter uma boa noção do que a palavra "fanatismo" significa e representa para que possamos dar continuidade a nossa reflexão.

      Pois bem, vamos lá. No Dicionário Atualizado da Língua Portuguesa - Dicionário Escolar, o vocábulo "fanatismo" significa 1 extremismo político ou religioso 2 paixão ou entusiasmo demasiado por algo.

      Lembro-me quando minha vovozinha, que Deus a tenha, dizia: "tudo o que é demais não é bom". Nós os protestantes normais reconhecemos o valor do estudo bíblico, e de fato nos aplicamos a ele com todo afinco. Não obstante, reconhecemos também a importância de não apenas ter luz na mente, mas fogo no coração (parafraseando o Rev. Hernandes Dias Lopes). Isso significa dizer que não anulamos, em hipótese alguma os sentimentos (emoções) em detrimento do conhecimento. É bem verdade que o conhecimento intelectual dos fundamentos da fé cristã, bem como o sentimento oriundo do desejo de conhecer mais ao salvador é muito importante, mas não é suficiente para a salvação.

      Ter experiência com Jesus é o lado emocional do conhecer a Deus. Não podemos nos esquecer que é Deus quem nos leva a uma verdadeira comunhão relacional com Cristo. Alguém que diz  estar em um relacionamento sério com Jesus, mas tem medo de liberar os sentimentos, não pode ter comunhão com Cristo porque um dos sentimentos que advém desta comunhão é o amor. Nós não estamos falando simplesmente de manifestações de sentimentalismos e emoções vazias, mas daquelas emoções que brotam espontaneamente quando estamos ligados com Deus, seja através da meditação, da oração, da pregação da palavra, do louvor etc. Ninguém pode negar as emoções quando é tocado por Deus.

      Outra grande verdade que aprendemos com relação as emoções, além da que já mencionamos é que nem todos reagem da mesma maneira diante das mesmas experiências. O Rev. Adão Carlos Nascimento complementa: "A emoção é um sentimento ou reação a um evento ou experiência. Emocionalmente as pessoas reagem de maneira diferente. Assistindo ao mesmo acontecimento ou participando da mesma experiência, as pessoas podem reagir de maneira bem diferente. O eunuco, ao ouvir o Evangelho de Jesus Cristo, creu e pediu para ser batizado. Tudo naturalmente, sem grandes emoções. Mas o carcereiro de Filipos experimentou um turbilhão de emoções. Lucas registrou que ele "... entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas" (At 16.29). O eunuco e o carcereiro tiveram experiências e emoções diferentes; mas a conversão de ambos foi autêntica" (Curso para Catecúmenos, 10ª Edição, pg. 19).

      Infelizmente, existem cristão sinceros, tementes a Deus que não concebem a ideia de que algumas pessoas podem sentir genuinamente a presença do Senhor no culto. Por conta disso, muitos preferem "se fechar" para não serem taxados como fanáticos religiosos, quando na verdade os que pensam ser sábios aos seus próprios olhos é que caem em desgraça. "Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos" (Pv 3.6-8).

      Tive uma experiência impar na vida. Quando conheci a fé reformada, eu já era pastor em uma igreja tradicional, anti-calvinista. Confesso, levei tempo para assimilar pontos cruciais da fé até então desconhecidos para mim. Mas, quanto mais me aprofundava em conhecer, mais me deslumbrava com as novas descobertas. De fato, perdi inúmeras noites de sono, olhando para o vazio, tentando ligar verdades que eu já conhecia com aquelas que se descortinavam diante de mim.

      O meu maior problema foi me permitir ir além dos limites. Depois de alguns anos, agora pastoreando uma igreja de convicção calvinista reformada, estava me tornando mais acadêmico (racionalista) do que preocupado com a simplicidade do Evangelho. Não que o ser acadêmico seja de todo ruim. A questão é que, luz na mente sem fogo no coração, pende ou para o formalismo hipócrita, ou para o fanatismo sem propósito. Não dá para desassociar uma coisa da outra.

      Quero que você entenda isso: "o problema não está na fé reformada e sim em quem se utiliza dela de qualquer maneira". Era exatamente o que estava acontecendo comigo. Não queria considerar diálogo com outras igrejas, os livros tomaram o lugar da bíblia, a pregação, tinha apenas cunho de juízo e condenação, as citações de autores famosos tomaram o lugar do raciocínio lógico bíblico, as palavras tornaram-se frias e vazias, as letras e canções que se cantavam no culto foram demonizadas, os eventos da igreja foram proibidos quase com um asceticismo sem precedentes.

      Não se preocupe, o Senhor me mudou a tempo! Antes que eu causasse mais estragos à igreja, o Senhor me transformou. Não há prazer maior do que pregar ou ensinar a Palavra e perceber que as pessoas a estão entendendo. O Evangelho é simples, nós é que o complicamos as vezes.

      Muito cuidado para não "fanatizar a sua fé". Cuidado com citações nas redes sociais a fim de atacar a fé dos outros. Preocupemo-nos com a pregação do Evangelho simples e puro de Jesus Cristo. Sabemos que a igreja não precisa de eventos, técnicas, formulas, adaptações, ou qualquer atividade extra para promover o reino de Deus. Sabemos muito bem que a Palavra de Deus é suficiente para isso. Mas não nos esqueçamos que vivemos em comunidade, e cada um de nós quer se sentir útil no reino, colaborando para o bem estar de todos os membros do corpo de Cristo. A igreja pode e deve ter atividades em todos os sentidos, desde que estas atividades não sejam mais importantes do que o cultuar a Deus. Vale aqui o conselho do Apóstolo Paulo: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1Co 10.31).

Em Cristo,
Pastor Gilberto de Souza
      
      

sábado, 20 de fevereiro de 2016

UMA QUESTÃO DE CONVERSÃO


"Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido" (Lucas 19.10)

          Zaqueu, o  publicano, foi convertido pelo Senhor em algum momento não registrado nas Escrituras Sagradas. Em algum ponto de sua vida ele sentiu aquele friozinho na barriga, o coração arder, o desejo impulsivo de chorar ao sentir o peso do próprio pecado. Não foi sem motivo que Zaqueu sentiu-se atraído pelo desejo quase que incontrolável de ir a Jesus. Sim, porque ninguém vai a Jesus por conta própria a não ser que tenha sido impactado pelo poder do Espírito do Senhor que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8). "Ao procurar ver quem era Jesus (v.3)", Zaqueu já estava convertido. Mesmo não conhecendo a figura de Jesus em carne e osso, Cristo o Senhor, já habitava o coração que Ele mesmo converteu. É por este motivo que o Senhor mais tarde vai dizer: "...houve salvação nesta casa (v.9)".
          Não vamos nos deter com a multidão que o impedia de alcançar seu objetivo; bem sabemos que há inúmeros obstáculos na vida de um recém convertido, com Zaqueu não foi diferente. Zaqueu queria cumprir o desejo de seu novo coração, ver a Jesus, e motivado por este sentimento subiu em uma árvore. Ele não queria o louvor da multidão, não estava a procura de fama, sucesso, dinheiro ou qualquer outro meio de se promover. Ao querer subir o mais alto possível naquela árvore, Zaqueu simplesmente queria contemplar a face de Cristo. Isto significa dizer que Ele desejava ardentemente em seu coração uma comunhão santa e verdadeira com o doador da vida. Naquele momento, Zaqueu não estava pensando em suas posses, posição social ou riquezas, mas em somente vislumbrar aquele que já abitava seu novo coração.
          Assim como um genuíno novo convertido, Zaqueu desejou no íntimo do ser estar a sós com Jesus, nem que fosse apenas por alguns segundos. A oração sincera, vinda de um coração arrependido, sedento e grato é um tipo de "chamar a atenção do Senhor para si". Isso não quer dizer que não nos importamos com outros seres humanos que ao serem tocados por Cristo sentem o mesmo desejo pelo Senhor, pelo contrário, quando queremos chamar a atenção de Jesus para nós é porque desejamos que Ele continue a sua obra redentora em em nosso ser. 
          Outro sentimento comum a um novo convertido é o sentir-se "pequeno" diante da majestade soberana de Cristo e isto não tem nada a ver com estatura física, mas sim, com a pureza de Jesus diante da sujidade do pecado sobre nós. Quando Zaqueu recebeu a notícia de que Jesus pernoitaria com ele aquela noite, mais do que depressa desceu daquela árvore, e mesmo reconhecendo suas misérias espirituais, e que era passível da punição eterna por conta delas, recebeu a Cristo em sua casa com toda alegria da qual o próprio Senhor o havia revestido. Brota no coração deste novo convertido um sentimento que não havia antes. O desapego. 
          Mesmo antes de Jesus se convidar para passar a noite na casa de Zaqueu, este, com certeza já sentia em seu coração o desejo de que Jesus entrasse em sua casa. Neste sentido, "entrar em sua casa", significa o desejo de que o Senhor continue o trabalho de santificação a qual ele havia experimentado em seu coração. Zaqueu havia construído a sua casa na areia, mas agora sabia que chegara o momento de estruturá-la solidamente sobre a rocha. Feridas emocionais e espirituais precisavam ser extirpadas, removidas. Era preciso aprender o caminho da Santidade, era preciso deixar de amar o mundo para amar somente a Cristo.
          O maior milagre ocorrido na vida de Zaqueu não aconteceu porque ele quis, mas porque o Senhor o quis. Ele não foi salvo porque estava são, mas porque estava doente, não porque estava salvo, mas porque ainda estava perdido. É por isso "que o Filho do Homem (Jesus Cristo) veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19.10). Zaqueu só foi salvo porque sabia que sem Jesus ele estaria perdido. Qual a sua situação diante de Deus? Você ainda continua depositando sua confiança em seus próprios méritos ou já consegue reconhecer a sua total incapacidade e dependência de Cristo?

No amor de Jesus Cristo,

Rev. Gilberto de Souza

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CRISTÃOS VERDADEIROS PODEM COMETER SUICÍDIO?


      Vamos considerar a seguinte pergunta: O que é o suicídio e o que leva uma pessoa a cometê-lo? Suicídio é o ato de tirar a própria vida intencionalmente. O suicida e os comportamentos suicidas normalmente ocorrem devido a transtorno de personalidade, depressão, dependência de drogas ou álcool. As pessoas que cometem suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação de vida que lhes parece impossível de enfrentar. Muitas estão buscando alívio por sentirem-se envergonhadas, culpadas ou serem um peso para os demais; sentirem-se vítimas; terem sentimento de rejeição, perda ou solidão. Os comportamentos suicidas podem ser causados por uma situação ou acontecimento que a pessoa encara como devastador, por exemplo, envelhecimento (entre os idosos há maior taxa de suicídios), a morte de uma pessoa querida, dependência de drogas ou álcool, trauma emocional, doença física grave, desemprego ou problemas financeiros. A maioria das tentativas de suicídio não resulta em morte. Muitas delas são feitas de forma que o resgate seja possível. Algumas pessoas tentam o suicídio de forma não violenta, como envenenamento ou overdose. Os homens, principalmente idosos, têm mais probabilidade de escolher métodos violentos, como atirar em si mesmos. Como resultado, as tentativas de suicídio de homens têm mais chances de resultar em morte. Os parentes de suicidas, muitas vezes, culpam-se ou ficam furiosos. Eles podem ver o suicídio como um ato egoísta. No entanto, as pessoas que tentam cometê-los, em geral, acreditam erroneamente que, ao deixar o mundo, estão fazendo um favor a seus amigos e parentes.

      Muitas vezes, mas não sempre, uma pessoa pode apresentar determinados sintomas ou comportamentos antes de uma tentativa de suicídio, incluindo: a)Ter dificuldade para se concentrar ou pensar claramente; b) doar seus pertences; c) falar sobre ir embora ou sobre a necessidade de “organizar minhas coisas”; d) mudar repentinamente de comportamento, principalmente estado clamo após um período de ansiedade; e) perder interesse em atividades em que costumava se divertir; f) ter comportamento autodestrutivos, como beber muito álcool, usar drogas ilegais ou cortar o próprio corpo; g) afastar-se dos amigos ou não querer sair; h) repentinamente, começar a ter problemas na escola ou no trabalho; i) falar sobre morte ou suicídio, ou mesmo dizer que quer se ferir; j) dizer que se sente desolado ou culpado; l) mudar hábitos de sono ou de alimentação.

      Em suma, o suicida é uma pessoa totalmente alheia e mentalmente indisposta a responder positivamente à vida. É incapaz de procurar em Deus a paz e o refrigério que emana da graça divina. O crente, apesar da possibilidade de cair em pecado, das tentações de Satanás e do mundo, e ainda que passe pela pior tribulação ou sofrimento, repousa seguro nas promessas do Senhor: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13). O verdadeiro cristão pode até imaginar que a morte seja verdadeiramente um descanso para a alma sofredora, e de fato é, mas nunca a morte através do suicídio: “Porque não queremos irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a setença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos...” (2Co 1.8-10). O regenerado não pode cair totalmente (viver na prática do pecado) e nem finalmente (sucumbir à morte sem Cristo) do estado de graça em que se encontra, porque Deus o guarda na segurança da salvação. Diz a Confissão de Fé de Westminster:

Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem cair do estado de graça, nem total nem finalmente; mas com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim, e estarão eternamente salvos.

      De todos os pecados que o homem pode cometer contra si mesmo e contra a Santidade de Deus, o único que nega veemente a eficácia da operação do Senhor através do Espírito Santo, o qual tem por missão convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Rm 16.8) é o suicídio. Este é a forma mais cruel de alguém dizer adeus. Não há chance para apelação ou reconsideração. O suicídio é uma declaração pública de protesto contra a vida, contra pessoas, contra situações e contra Deus. Acima de tudo, é o grito da alma contra a operação regeneradora e salvadora do Espírito Santo de Deus. É a falta de fé no Deus que é capaz de suprir todos os anseios da alma. O suicídio não é o grito desesperado de uma alma sofredora, mas sim o reflexo de uma alma inconversa, perdida, vazia, sem esperança, sem fé, sem Deus, sem vida e condenada à morte eterna: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19).

      A Bíblia fala do pecado imperdoável. Um pecado que não será perdoado, nem neste mundo nem no vindouro. Quem pode praticar esse pecado? Aqueles que não foram chamados por Deus à salvação. O que torna diferente dos outros o pecado imperdoável é a relação com o Espírito Santo. Se alguém destrói o templo do Espírito Santo (o corpo), como pode esta mesma pessoa pensar que será salva? “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co 3.16,17). “E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele...”  (Rm 8.9b). Se de fato um cristão sincero e verdadeiro comete suicídio, a obra redentora de Cristo por intermédio do Espírito Santo se torna inútil. A Bíblia é categórica em afirmar que quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo é justamente o Espírito Santo. Ele nos converte da morte para a vida e não o contrário: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados... Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo...” (Ef 2.1,4,5). Além de nos dar a vida, somos capacitados por Deus a suportar as mais terríveis provações possíveis: “... os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18). “Quem nos separará do amor de Cristo? será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? ... Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.35,37-39).

      A obra do Espírito Santo é iluminar a mente dos pecadores (Ef 1.17,18), revelar e ensinar o evangelho (Jo 14.26), persuadir as almas a arrepender-se e crer na verdade (At 7.51). O Espírito não só explica a Palavra de Deus, mas também abre a mente de modo que a palavra possa ser entendida. Negar esta revelação é nunca ter tido uma verdadeira experiência de conversão. Quando a influência do Espírito é deliberada e conscientemente recusada, em oposição à luz, então o pecado irreversível pode ser cometido como um ato voluntário e deliberado. Em resposta a essa atitude, há um endurecimento do coração, vindo da parte de Deus, que impede o arrependimento e a fé (Hb 3.12,13). Qualquer pessoa que nasceu de novo não cometerá esse pecado, porque o Espírito vive nela e Deus não está dividido contra si mesmo (1Jo 3.9). Os outros versículos que tratam do pecado imperdoável são: Hb 6.4-6; 10.26-29; 1Jo 5.16,17. Esses versículos mostram que a possibilidade de esse pecado ser cometido depende de ter havido iluminação e entendimento específico da parte de Deus.

     O suicídio é pecado imperdoável, porque quem tira a sua própria vida, definitivamente, não crê em Deus e muito menos na operação redentora e regeneradora do Espírito Santo sobre ela. A Bíblia fala dos que morreram em Cristo, não dos que se suicidaram em Cristo, ou por Cristo, ou ainda, sem Cristo (1Ts 4.16). Para os que dão cabo da própria vida, tudo é motivo para fazê-lo, mas o cristão verdadeiro, apesar das circunstâncias e adversidades, sabe muito bem esperar em Deus: “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5b). Por que o cristão desejaria se matar, se o próprio Jesus Cristo prometeu paz, alertou sobre as aflições desta vida e orientou-nos a ter bom ânimo? (Jo 16.33). O verdadeiro cristão não se suicida; ele foi salvo da morte e não para a morte: “quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1Jo 5.12).

      Os suicidas fazem parte daquele grupo denominado “não-eleitos”; independente de quem sejam ou o nome que os caracterize: podem ser pessoas comuns, pastores, filhos de pastores, sacerdotes, crentes, os assim chamados nominalmente cristãos etc. Ainda que tenham sido chamados pelo ministério da Palavra e tenham um certo conhecimento de Deus, e mesmo tendo vivenciado experiências pelo Espírito, não serão em tempo nem por meio algum salvos: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23) A Confissão de Fé de Westminster diz:

Os não-regenerados, ainda que sejam chamados pelo ministério da Palavra e tenham algumas das operações comuns do Espírito, contudo jamais chegam a Cristo e, portanto, não podem ser salvos; muito menos poderão ser salvos por qualquer outro meio..., por mais diligentes que sejam em conformar sua vida de acordo com a luz da natureza e com a lei da religião que professam; asseverar e manter que o podem, é muito pernicioso e detestável.

CONCLUSÃO
      O santuário descrito em 1 Coríntios 3.16 e 17 diz respeito ao nosso próprio corpo. Imaginemos, agora, as muitas formas de destruir esse santuário. O suicídio é uma delas. O verdadeiro cristão é capaz de cometer pecados, mas não o pecado imperdoável. A diferença é que, como nova criatura em Cristo, ele pode rejeitar o pecado, e, mesmo que venha a praticá-lo, a sua consciência está cativa à Cristo e não mais escrava do pecado para satisfazer a sua vontade. João escreve: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2.1).

      Jesus morreu somente pelos eleitos, ou seja, para perdoar somente os pecados deles: “...Além dos eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo” (Confissão de Fé de Westminster. Decretos, p.39). Os sintomas mais característicos de um suicida é a repulsa pela vida e a falta de fé em tudo, principalmente em Deus. A Bíblia ensina que “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus...” (Hb 11.6a). Sem fé é impossível converter-se para a salvação: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9).

     O cristão, por causa das lutas e tribulações, pode até desejar morrer para estar com cristo (Fp 1.23), mas nunca desejar tirar a própria vida para isso (Fl 1.21); ou seja, para o apóstolo Paulo, Cristo é sua razão de existir. Ao invés de desfazer a união que Paulo tem com Cristo, a morte vai introduzir Paulo em uma experiência mais profunda. Paulo deseja estar com Cristo, mas também deseja permanecer na terra por causa da igreja. Este é o dilema. Contudo, a decisão está nas mãos de Deus, e Paulo está confiante de que Deus tem mais trabalho para ele entre os filipenses. Moisés, por exemplo, não desejou suicidar-se por causa dos problemas. Assim como Jó, Elias, Jeremias e tantos outros servos de Deus, todos passaram por problemas a ponto de querer, como Paulo, estar com o Senhor pela morte, e não pelo suicídio. Quanto aqueles que deram testemunho de vida cristã, mas se suicidaram? Jesus responde: “Nem todo o que me diz: Senhor! Entrará no reino dos céus...” (Mt 7.21).

      O suicídio não faz e nunca fez parte da nova natureza do cristão. Davi chegou ao ponto de tirar a vida de alguém, arrependeu-se sinceramente e, durante sua vida, sofreu as amargas consequências desse erro. Mesmo assim, por conta dessa culpa, não cometeu suicídio. Diz a Bíblia: “O homem bom cuida bem de si mesmo, mas o cruel prejudica o seu corpo” (Pv 11.27). Ninguém tem direito de acabar com a vida que não lhe pertence, mesmo que essa vida seja a sua: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19).


Rev. Gilberto de Souza

segunda-feira, 7 de abril de 2014

PRÉ-REQUISITO: UM ATESTADO DE CAPACIDADE

      As maiores e melhores empresas do mundo tem investido pesado na contratação de mão de obra especializada, ou seja, para os que almejam bons cargos e salários atrativos, se faz necessário agregar alguns pré-requisitos que os tornam capazes de desempenhar determinadas funções exigidas pelo contratante. Na esfera religiosa a diferença está em que a igreja não é uma empresa, seus membros não são funcionários e seus oficiais não são chefes, gerentes ou patrões. Noventa por cento do trabalho realizado na igreja se faz por intermédio do voluntariado, aja vista, poucas exceções. Na igreja, a “empresa” é o reino de Deus, os “funcionários” são os eleitos, os “cargos” são funções, o “salário” é a vida eterna e o “dono de tudo” é nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

     Para desempenhar determinada função em determinada área de atuação, e, para ser bem sucedido naquilo que faz, é necessário que a pessoa ame o que deseja e tenha qualificação (capacidade) para assumir responsabilidades. A capacidade é um fator determinante para um bom desempenho do trabalho, seja ele qual for. Fazer algo que não gosta ou que não está capacitado (apto) a fazer, só trará descontentamento, frustração, além de prejuízo ao trabalho que executa. É por isso que alguns pré-requisitos são necessários no sentido de se saber que quem vai assumir determinada função está apto para ela, e num outro sentido, preservar a obra de Deus. Além de tudo o que já foi dito, o mais importante é a certeza e a convicção do chamado de Deus para a obra.

     O que Deus deseja para a Sua obra não são pessoas fascinadas pelo poder, pela fama, pelos aplausos ou reconhecimento dos homens, mas aptas e dispostas a doar-se em prol da causa de Cristo, desempenhando da melhor maneira possível o ministério (a função) pela qual foram chamadas por Deus. O que o Senhor deseja são pessoas que apontem à Cristo e não a si mesmas. Que sejam humildes e agradecidas, amem aquilo que fazem, e o que fazem façam-no por prazer e não por obrigação. Você tem este chamado?

Em Cristo,

Rev. Gilberto de Souza

quinta-feira, 27 de março de 2014

POR QUE DEUS PERMITE O SOFRIMENTO, A TRISTEZA, A DOR, AS TRAGÉDIAS, E QUE O HOMEM SEJA LANÇADO NO INFERNO SENDO ELE (DEUS) TÃO BOM COMO DIZEM?

Deus criou o homem por um ato especial de amor: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27); “... Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3); “... o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5); “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus [...]” (1Jo 3.1). Deus não nos criou para um outro propósito senão o de glorifica-lo e o de sentir prazer n’Ele: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31; cf. Ef 1.5,6; Rm 14.7,8).

Deus criou o homem perfeito: “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus de glória e de honra o coroaste” (Sl 8.5). Criou o homem livre com capacidade de tomar decisões e de fazer escolhas: “... e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7); “... tenha ele domínio sobre...” (Gn 1.26); “... enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre...” (Gn 1.28); “... De toda árvore do jardim comerás livremente...” (Gn 2.16); “Deu nome o homem a todos os animais...” (Gn 2.20).

Deus estabelece com o homem uma única condição: “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17); “... Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais” (Gn 3.2,3).

Se o homem escolhesse desobedecer (por livre e espontânea vontade), a consequência do seu ato seria a entrada do pecado no mundo, a morte e com ela todas as demais maldições advindas dessa decisão: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Por causa da desobediência do Éden, o homem morre: “... porque o salário do pecado é a morte...” (Rm 6.23); Por causa da desobediência do Éden, o homem sofre: “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio a dores darás à luz filhos...” (Gn 3.16); “... em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida [...]. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra...” (Gn 3. 17 e 19). Por causa da desobediência do Éden, o homem está sujeito as tragédias e catástrofes naturais: “E a Adão disse [...], maldita é a terra por tua causa...” (Gn 3.17); “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.22). Por causa da desobediência do Éden, o homem está destinado à perdição eterna. Diz Jonathan Edwards:

“Os ímpios já estão debaixo da sentença de condenação ao inferno. Eles não só merecem ser lançados ali, mas a sentença da lei de Deus, esse preceito de eterna e imutável retidão que o Senhor estabeleceu entre si mesmo e a humanidade, também se coloca contra eles, e assim os mantém. Portanto, tais homens já estão destinados ao inferno. "...o que não crê já está julgado." (Jo 3.18). Assim, todo impenitente pertence, verdadeiramente, ao inferno. Ali é o seu lugar, ele é de lá, como temos em João 8.23: "vós sois cá debaixo" e para lá é destinado. Este é o lugar que a justiçam, a Palavra de Deus e a sentença de sua lei imutável reservam para ele” (Pecadores nas mãos de um Deus irada - Sermão pregado em 08 de Julho de 1741 em Enfield, Connecticut – EUA).

CONCLUSÃO:

Somos acostumados a questionar Deus por conta do sofrimento, da dor, das tragédias ocorridas no mundo e em nossas próprias vidas, da tristeza, do infortúnio, etc., sem nos apercebermos de que todas estas coisas ocorrem por causa da desobediência do homem no Éden e não por causa de Deus.   O homem é a causa da sua própria desgraça: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu...” (Gn 3.6); “Porque de dentro do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Mc 7.21-23); “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” (Tg 4.1). Ainda que o Senhor ame suas criaturas, o amor d’Ele não anula a sua justiça: “Amas a justiça e odeias a iniquidade...” (Sl 45.7); “...Tão somente no Senhor há justiça e força...” (Is 45.24).

Quando Deus estabelece a Sua Aliança com Adão, e consequentemente com toda raça humana através dele, estabelece também consequências advindas da quebra desta Aliança para correção, castigo e punição dos infratores. As consequências da quebra da Aliança são de exclusiva responsabilidade do homem. Deus é Santo, Justo e Verdadeiro: “...Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto” (Dt 32.4). O Senhor apenas aplica com justiça e retidão o castigo que merece o faltoso. Se Deus disse a Adão que a consequência da sua desobediência seria a morte, isto implica dizer que se o homem desobedecesse a Deus, Ele justamente teria que aplicar a pena imposta pela ação voluntária de Adão. É por isso que Deus não pode voltar a traz com a sua palavra: “...porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12). Se o Senhor simplesmente perdoasse Adão no ato da desobediência, Ele deixaria de ser justo e cumpridor da sua palavra. Deixaria de ser Deus.

A consequência da desobediência do homem no Éden, trouxe a morte e com ela todas as demais desgraças que afligem a humanidade desde então. Todos, sem exceção, nascemos mortos em nossos delitos e pecados e condenados ao inferno para sempre: “...porque todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Jo 3.23). Mas, “...aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação” (1Co 1.21). É Deus quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo por intermédio do Espírito Santo (Jo 16.8); É Deus quem nos salva do poder da morte do pecado pela Sua Graça (Ef 2.4-9); É Deus quem nos escolhe para a salvação e nos designa para sermos participantes da Sua obra (Jo 15.16; cf. 3.27; 6.37,44); É Deus quem aplacou a sua ira contra os eleitos aceitando de bom grado a oferta propiciatória do sacrifício do seu único filho em nosso lugar: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10; cf. Jo 3.16).

Por que Deus permite o sofrimento, a tristeza, a dor, as tragédias, e que o homem seja lançado no inferno? Eu responderia: “Porque ele mesmo (o ser humano) se colocou nessa condição, escolhendo livremente a morte ao invés da vida, maldição ao invés da benção, o pecado ao invés de Deus. Ele simplesmente respeita a vontade humana”. Que motivos temos para culpar Deus pelas nossas más escolhas? “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! (Rm 9.22).

Rev. Gilberto de Souza

  

segunda-feira, 24 de março de 2014

DEUS NOS AMA, E ISTO É O SUFICIENTE

       Por muitas vezes chegamos a duvidar que Deus nos ama tanto quanto as pessoas dizem que Ele possa nos amar. E, independente das vezes que Ele mesmo diga isso por intermédio das Escrituras, e por inúmeras vezes por intermédio de seus ministros em pregações, continuamos a questionar o Seu amor. Duvidamos do amor de Deus quando perdemos o rumo, o foco, quando desanimamos. Desanimamos quando deixamos de confiar em Deus e passamos a confiar naquilo que podemos realizar. Infelizmente, a maioria dos crentes cria expectativas em cima de suas realizações, dos seus feitos e de suas capacidades. Se a coisa está dando certo é graças a mim, se está dando errado, a culpa é sempre dos outros ou de Deus.

     Existem pessoas que enxergam a igreja como apenas um negócio; daí dizer: “pequenas igrejas, grandes negócios”. Igreja não é organização e nem instituição religiosa; a igreja é um organismo vivo. A igreja organização ou instituição é apenas um local onde a verdadeira igreja que são pessoas, se reúnem para cultuar a Deus. Precisamos entender que o evangelho é difícil de ser assimilado, entendido, aceito e praticado pela maioria que não quer se relacionar com Deus. Alguns dos melhores sermões que já foram pregados, foram pregados para uma minoria interessada. Algumas das mais fantásticas manifestações de Deus aconteceram entre um punhado de crentes reunidos em nome de Jesus Cristo. Nós não precisamos flertar com o mundo e nem trazer o mundo para dentro da igreja a fim de agradar homens. Deus converte homens pela pregação da Palavra. Nós não deveríamos usar a sabedoria do mundo, deveríamos nos servir da sabedoria de Deus.

     A questão não é quão útil podemos nos tornar ou quão bem sucedidos nossos ministérios parecem ser – É sobre ser moldado à imagem de Cristo. Tudo em nossas vidas deveria convergir para nos moldar a Cristo. Deus não é servido por mãos humanas como se ele precisasse algo de nós. É Ele quem nos concede o privilégio de participar na grande obre que Ele está realizando. O grande objetivo de Deus não é nos tornar servos bem-sucedidos, mas sim, nos conformar a imagem de Jesus Cristo. Não precisamos ser bem-sucedidos aos olhos do mundo ou poderosos, eloquentes, ou qualquer outra coisa. Por que? Porque simplesmente “somos amados por Deus”. E quem somos para sermos amados por Ele? Somos tão impuros, tão injustos e tão ignorantes sobre as coisas mais profundas de Deus que deveríamos nos envergonhar por ter pensado um dia que eramos auto-suficientes. Deveríamos nos envergonhar por ter pensado que poderíamos ser amados por Deus se tão somente nos esforçássemos para isso.

     Enquanto a nossa alegria, a nossa segurança e tudo mais vierem do nosso desempenho, passaremos o resto de nossas vidas desanimados, desiludidos e o que é pior, atormentados pela insegurança, pelas dúvidas e incertezas da vida. Não precisamos ser grandes, espertos, eloquentes, ter ministérios tremendos e nem ser famosos… “Deus nos ama! E isto é o suficiente”. O maior ato de Fé é olhar no espelho da Palavra de Deus e ver todas as nossas falhas, todos os nossos pecados, todas as nossas deficiências, todas as nossas imperfeições e mesmo assim acreditar que Deus, apesar disso, nos ama exatamente como Ele diz que nos ama. E Ele realmente nos ama.     


Em Cristo,

Rev. Gilberto de Souza